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Quioto em cores: dois dias na cidade e uma escapada a Uji

Faço uma pausa acima dos telhados de Quioto enquanto a última luz repousa sobre a cidade.
Faço uma pausa acima dos telhados de Quioto enquanto a última luz repousa sobre a cidade.

Minhas viagens a Quioto passam pelo ouro refletido na água, pelo chá ao lado de um jardim e pela última luz sobre Higashiyama. Em Uji, os corredores vermelhos de Byōdō-in se abrem diante de outro lago. Estas fotos são de visitas e estações diferentes: reuni as cenas em dois dias sugeridos na cidade, com mais meio dia para Uji.

Por Takahiro · Publicado · Atualizado

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Como eu organizaria a viagem

Eu reservaria dois dias tranquilos para Quioto: um para Kinkaku-ji e os jardins ao norte, outro para o rio Kamo, Kiyomizu-dera e Higashiyama. Deixaria Uji para mais meio dia ou substituiria parte do roteiro urbano se tivesse menos tempo. Assim sobra espaço para o chá, o almoço e os pequenos desvios que dão personalidade à viagem. Minhas fotos reúnem visitas diferentes, não um único fim de semana seguido.

À minha frente, o ouro de Kinkaku-ji ganha outra vida na água.
À minha frente, o ouro de Kinkaku-ji ganha outra vida na água.

Kinkaku-ji: ouro, água e um pouco de distância

Em Kinkaku-ji, fotografei o pavilhão do outro lado do lago Kyōko-chi, com galhos de pinheiro emoldurando seu reflexo. O ouro chama a atenção primeiro; a água e o jardim dão espaço à cena. Eu reservaria tempo para seguir o percurso de visita, em vez de ir embora depois da primeira foto. No restante do dia, agruparia os pontos próximos ao norte, evitando atravessar a cidade a cada parada.

Meu passeio pelo jardim se estreita em uma ponte de madeira e um corredor de sombra.
Meu passeio pelo jardim se estreita em uma ponte de madeira e um corredor de sombra.
Com o chá ao meu lado, deixo o jardim aberto ocupar toda a vista.
Com o chá ao meu lado, deixo o jardim aberto ocupar toda a vista.

A Quioto que encontro entre os monumentos

Minhas fotos de jardim passam de uma ponte estreita de madeira sob as árvores para uma almofada vermelha junto a uma sala aberta. O chá está ao alcance da mão e o jardim ocupa a vista. Essas pausas fazem parte da minha história de Quioto tanto quanto os templos famosos. Eu deixaria uma brecha para um jardim ou um chá no bairro do dia, sem transformar cada hora em uma corrida até a próxima atração.

Passo sob um torii de pedra emoldurado pelas cores suaves da primavera.
Passo sob um torii de pedra emoldurado pelas cores suaves da primavera.
A figura de pedra sentada ao meu lado aproxima meu olhar dos detalhes do santuário.
A figura de pedra sentada ao meu lado aproxima meu olhar dos detalhes do santuário.
Fico sob as flores enquanto pétalas se acumulam pelo caminho.
Fico sob as flores enquanto pétalas se acumulam pelo caminho.
Minha caminhada de primavera se abre para flores claras e uma faixa viva de amarelo.
Minha caminhada de primavera se abre para flores claras e uma faixa viva de amarelo.

Caminhadas de primavera entre pedra e flores

Nas minhas fotos de primavera, flores claras suavizam os torii de pedra, os caminhos dos santuários e as bordas de uma rua. Uma figura de pedra sentada e um portão ornamentado aproximam meu olhar; em outra cena, árvores floridas e flores amarelas ampliam a paisagem. Eu ajustaria o passeio ao tempo e à floração. Como as datas mudam, consultaria informações locais perto da viagem e manteria outro jardim ou bairro como alternativa.

Viro a câmera para o rio Kamo, onde o céu também faz parte da cidade.
Viro a câmera para o rio Kamo, onde o céu também faz parte da cidade.

Um respiro às margens do rio Kamo

Minha fotografia do rio reúne céu amplo, prédios baixos e nuvens refletidas na água. É uma escala diferente da de um pátio de templo, que me lembra de deixar espaços abertos em um dia em Quioto. Eu usaria um trecho da margem como pausa entre bairros, com tempo para sentar ou procurar almoço por perto. O passeio não precisa ser longo para merecer seu lugar no roteiro.

Acima de mim, os edifícios vermelhos de Kiyomizu-dera se erguem contra o céu claro.
Acima de mim, os edifícios vermelhos de Kiyomizu-dera se erguem contra o céu claro.
Sigo a luz do fim do dia pelos telhados e pelas ruas estreitas de Higashiyama.
Sigo a luz do fim do dia pelos telhados e pelas ruas estreitas de Higashiyama.

Kiyomizu-dera e a luz de Higashiyama

Em Kiyomizu-dera, o portão vermelho, as escadas e o pagode dão às minhas fotos suas cores mais fortes. Em outras cenas, o sol baixo alcança os telhados e as ruas de Higashiyama. Para uma primeira visita, eu ligaria o templo a Sannenzaka e Ninenzaka, andando devagar pelas ladeiras e conferindo o horário antes de chegar tarde. Fico nos caminhos públicos, respeito os avisos de fotografia e deixo as entradas livres: aqui também se vive e se trabalha.

Perto da estação de Quioto, registro a torre contra o último azul do entardecer.
Perto da estação de Quioto, registro a torre contra o último azul do entardecer.
Em outra das minhas fotos, as cores da Torre de Quioto se destacam contra a noite.
Em outra das minhas fotos, as cores da Torre de Quioto se destacam contra a noite.

A Torre de Quioto depois do anoitecer

Minhas fotos perto da estação trazem a viagem de volta ao presente: trânsito, janelas iluminadas e a torre acima das ruas. As duas vistas noturnas mostram quanto a cor do céu muda a cena. Eu deixaria essa área para uma noite em que já precisasse da estação, em vez de cruzar a cidade só por uma foto. Um jantar ou o próximo trem podem torná-la um encerramento natural do dia.

Em Byōdō-in, Uji, fico entre o verde do jardim e o reflexo do Salão da Fênix.
Em Byōdō-in, Uji, fico entre o verde do jardim e o reflexo do Salão da Fênix.
Acompanho o corredor vermelho do Salão da Fênix com a câmera até seu reflexo no lago.
Acompanho o corredor vermelho do Salão da Fênix com a câmera até seu reflexo no lago.
Enquadro o Salão da Fênix além de um botão de lótus, reunindo jardim e edifício.
Enquadro o Salão da Fênix além de um botão de lótus, reunindo jardim e edifício.

Uji e Byōdō-in: um lago com mil anos de história

Em Uji, na província de Quioto, fiquei junto ao lago de Byōdō-in com o Salão da Fênix atrás de mim. Uma foto próxima acompanha o corredor vermelho e a ponte arqueada sobre a água; outra coloca um botão de lótus em primeiro plano. Construído em 1053 por Fujiwara no Yorimichi, o Salão da Fênix foi concebido como uma imagem da Terra Pura budista. O lago faz parte dessa visão, não é apenas um detalhe bonito. Eu daria a Uji seu próprio meio dia para caminhar pelo jardim, observar o salão de diferentes ângulos e explorar as ruas próximas. O museu Hōshōkan é outra opção. A visita ao interior do Salão da Fênix tem entrada separada e horário definido, por isso consultaria as condições oficiais antes de ir. As casas de chá permitem prolongar o passeio com uma parada escolhida conforme o dia.

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O olhar de Taka: deixar espaço para a paisagem

O fio que liga minhas fotos de Quioto é o espaço: água diante de um pavilhão dourado, um jardim além de uma sala, um rio sob um céu amplo. Byōdō-in acrescenta um capítulo sem competir com a cidade. Meu conselho é escolher bem algumas visitas, agrupar as mais próximas e reservar tempo para olhar. Para incluir hospedagem e uma refeição, minhas histórias de ROKU KYOTO e TENJIN continuam abaixo.

Como chegar e organizar a visita

Na cidade, eu usaria trem e metrô nos percursos longos, seguidos de um ônibus adequado, táxi ou caminhada no trecho final. De Gifu, Nagoya permite conexão com o Tokaido Shinkansen para Quioto; de Tóquio, a estação de Quioto é a principal chegada de Shinkansen. Para Uji, eu pegaria a linha JR Nara na estação de Quioto até JR Uji e caminharia cerca de dez minutos até Byōdō-in. JR Uji e Keihan Uji são estações diferentes: vale conferir o nome completo antes de traçar a rota. De carro, usaria um estacionamento pago próximo, pois Byōdō-in não possui estacionamento próprio para visitantes. Eu confirmaria transporte, ingressos e horários atuais nos links oficiais abaixo antes de sair.

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